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Arquivos mensais: Março 2011

Os nosso poetas de palmo e meio

Se eu fosse um boneco de neve

e conhecesse uma criança perdida

o que eu fazia

era dar o meu cachecol

para ele não ter frio;

o meu nariz

para fazer sopa;

a neve para a água;

os meus botões, que são de carvão,

para fazer fogo

e os meus braços para mexer a sopa.

Depois o menino já não tem frio

e também não tem fome.

(poema de Alina Schneider, 7 anos, 2º ano)

 

 
 

Recital de Poesia

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Comemorou-se pelo 2º ano consecutivo o Dia da Poesia com um recital por alunos e professores da escola E.B. I / J.I de Aljezur.

Mais uma vez se verificou uma grande adesão dos vários públicos da escola: alunos do pré escolar ao 3º ciclo, muitos professores e, pela primeira vez este ano, participaram igualmente Assistentes Operacionais e encarregados de educação.

Houve poemas brincalhões, sérios, dedicatórias, histórias em poema, poemas históricos, em canção e poemas de tradição, autores consagrados, portugueses e estrangeiros, poetas da terra e da casa (por miúdos e graúdos).

Houve que lesse, quem declamasse, quem cantasse, quem os dissesse de cor. Houve quem os representasse, quem os sussurrasse, quem os gritasse aos 4 ventos.

Poemas para ouvir, para rir,  para sentir, para repetir. Poemas para ver, para ler, para pensar e para cantar em partilha.

Obrigado a todos! Para o ano há mais!

 

21 Março

 

 

Um poema por dia…

Mal nos conhecemos

Inauguramos a palavra amor!

“Amor”é a felicidade

De olhar no olhar

E estar apaixonado.

Um coração apertado que se mostra

Um sentimento pronto a brotar

No nosso peito!

“Amor”(inquietante!)

“Amor” é estar feliz

“Amor” é não pensar no que se diz!

Não ter calma na alma

Sonhar acordado, estar alienado!

“Amor” é uma constante!

“Amor” é irracional

É um sentimento feliz

Um estar presente, um fogo interior.

“Amor” vai ser, é já  ter o coração em festa!

Bernardo Miguel

 
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Publicado por em 4 de Março de 2011 em Poesia, Trabalhos dos alunos

 

Um poema por dia…

Mal nos conhecemos

Inaugurámos a palavra tristeza!

 

“Tristeza” é o nosso mundo

A cair aos bocados,

Uma lágrima a passear

Pela nossa cara murcha,

Que precisa de ser regada

Pela felicidade!

 

“Tristeza” (lembrem-se, não dura)

“Tristeza” é o contrário de alegria

“Tristeza” é a chave

Para abrir a caixa

Das lágrimas

“Tristeza” é o sentimento verdadeiro.

 

“Tristeza”, é a alegria derrotada!

“Tristeza” é o nosso mundo

A ser transformado

Num sítio sem vida

Pois quem o criou está a murchar

“Tristeza” vai ser, é já  uma boa altura para reunir os amigos!

 

Alexandra Furtado

 

 
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Publicado por em 3 de Março de 2011 em Poesia, Trabalhos dos alunos

 

Um poema por dia…

O 8º A conheceu Alexandre O’ Neill com o poema “Amigo”.

Proposta? Ser o mais fiel possível ao estilo do autor e reescrever o poema, “inaugurando”, mal nos conhecemos,  novas palavras!  E eis os novos O’ Neill(s):

Mal nos conhecemos

Inauguramos a palavra união!

“União” é sentirmos

Que juntos conseguimos fazer mais.

É uma mão amiga

Sempre que o outro precisa.

É estarmos juntos

Em qualquer situação.

“União” (perguntam vocês aí,

Solitários detritos?)

“União” é o contrário de solidão!

“União” é partilharmos com os outros

Não sermos egoístas, pois

A “união” faz a força.

“União” é a vitória da amizade.

“União” é  ajuda.

É sabermos que alguém nos ama

E que está sempre lá.

É sermos semente a abrir

“União” vai ser, é já  a amizade a crescer!

Daniela Gonçalves


 
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Publicado por em 2 de Março de 2011 em Poesia, Trabalhos dos alunos

 

Eu e os meus irmãos

Este é um texto reflexão escrito por Amandine da Cruz, aluna da turma do 8º C (CEF de Jardinagem) , após a visualização da Grande Reportagem “Eu e os meus irmãos”  com histórias de sobrevivência dos órfãos da SIDA em Moçambique. (reportagem a ver aqui)

São muitas as histórias da SIDA. Em Moçambique várias crianças perderam os pais por causa  desta doença, sem saberem o porquê.

A doença espalhou-se por estas pessoas que não têm meios, não têm conhecimentos, nem prevenções para evitar esta doença contagiosa. Assim, deixando crianças sozinhas.Tiveram que se habituar, vivendo com os irmãos mais velhos ou até mesmo sendo eles a darem forças aos seus pais.

No meio de tantas histórias, o filme mostrou três delas. Uma que era o irmão mais velho a cuidar dos irmãos, fez a casa, os brinquedos, as cadeiras com árvores.  Outra, que era  a própria criança que ajudava a mãe, ia ás compras e ajudava a tratar da mãe. E por último duas irmãs adolescentes que tomavam conta dos seus filhos e da sua irmã mais nova.

No outro lado do mundo, existem doenças, pobreza, falta de conhecimentos, tristeza de muitas crianças que perderam os pais por uma razão desconhecida. Mesmo assim, lutam para a sua sobrevivência com o que podem, com o que têm…sem nunca desistirem.

Tudo me impressionou.

Impressionou-me aquele rapaz que tomava conta dos seus irmãos, fazendo de tudo para que eles se sentissem bem e este a  dizer que não lhe falta nada.

Impressionou-me aquela criança que é tão pequena, para passar por tudo aquilo e mesmo assim ajuda a mãe, dando-lhe força e tratamento.

Impressionou-me tanta miséria, tantos desconhecimentos.

Acho que eu podia ser uma pessoa melhor.

Todos nós podíamos ajudar, porque aquelas pessoas não precisam de nós só no Natal, mas sim todos os dias. Porque elas são como nós, comem todo o ano, precisam de roupa todo o ano, porque tal como nós, crescem. Elas não comem só uma vez por ano, mas sim todos os dias.

Acho que quando dizemos que temos problemas não olhamos para as pessoas que estão… no outro lado do mundo.

Amandine da Cruz, no âmbito da disciplina Cidadania (Prof. Alexandre Pinto)

PS: Esta reportagem sensibilizou muitas pessoas, entre elas, três mulheres que, no dia 17 de Março de 2010, fundaram a “EU E OS MEUS IRMÃOS” – Associação para o Desenvolvimento da Criança que poderá ser visitada clicando no nome a azul.