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Arquivos mensais: Abril 2008

Poema do dia (30 Abril)

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
  • Luís Vaz de Camões
 
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Publicado por em 30 de Abril de 2008 em Uncategorized

 

Poema do dia (29 abril)

Amigo

Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».
«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!
«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.
«Amigo» é a solidão derrotada!
«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!
  • Alexandre O’Neill, in No Reino da Dinamarca
 
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Publicado por em 29 de Abril de 2008 em Uncategorized

 

Poema do dia (28 abril)

LÁGRIMA DE PRETA

Encontrei uma preta
que estava a chorar
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar

Recolhi a lágrima

com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado

Olhei-a de um lado

do outro e de frente
tinha um ar de gota
muito transparente

Mandei vir os ácidos

as bases e os sais
as drogas usadas
em casos que tais

Ensaiei a frio

experimentei ao lume
de todas as vezes
deu-me o que é costume

Nem sinais de negro
nem vestígios de ódio
água (quase tudo)
e cloreto de sódio.
  • António Gedeão
 
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Publicado por em 28 de Abril de 2008 em Uncategorized

 

25 de Abril

Poderás ver alguns filmes sobre o 25 de Abril e sobre a música que ficou imortalizada por se ter tornado a senha do movimento militar, na barra inferior do nosso blog.
A todos um bom fim de semana prolongado!
 
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Publicado por em 24 de Abril de 2008 em Uncategorized

 

Poema do dia (24 de Abril)

Grândola vila morena

Grândola vila morena


Terra da fraternidade


O povo é quem mais ordena


Dentro de ti ó cidade

Em cada esquina um amigo

Em cada rosto igualdade


Grândola vila morena


terra da fraternidade

À sombra de uma azinheira


que já não sabia a idade


Jurei ter por companheira

Grândola, a tua vontade

  • José Afonso
 
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Publicado por em 24 de Abril de 2008 em Uncategorized

 

Curiosidades:A Fénix e os Jogos Olímpicos de Pequim 2008

O logotipo do Revezamento da Tocha Olímpica de Pequim 2008 é basicamente inspirado no tradicional conceito da “fénix” e apresenta a imagem de dois corredores segurando e mantendo a Chama Olímpica por cima. Segundo uma antiga lenda chinesa, a fénix é a rainha de todos os pássaros e simboliza a fortuna, a eternidade, a nobreza e a felicidade. O uso da imagem da fénix no logotipo do Revezamento da Tocha expressa a ideia de que a Tocha envia os melhores desejos dos Jogos Olímpicos de Pequim para todas as pessoas na China e no mundo inteiro.
 
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Publicado por em 23 de Abril de 2008 em Uncategorized

 

O Dia do Livro

Título : O Jantar Chinês e outros contos

Autora: Maria Olímpia Braga

Ilustrações: Carlos Marques

Editora: Caminho

Colecção: Livros de Dia e de Noite

Lugar da Edição: Lisboa

Data da Edição: Janeiro de 2004

Tema principal: A vida dos chineses e os seus costumes tradicionais

Ficha de Leitura

Contos

“O Jantar chinês”

Uma breve descrição do povo chinês em especial dos que vivem junto ao Porto Interior de Macau.
O conto descreve os barcos pequenos (sam – pans) que serviam de habitação e os grandes barcos de pesca (juncos) serviam para pescar e para habitação dos pescadores, havia ainda outros barcos que serviam para fazer negócio não sendo necessário as pessoas deslocarem-se à cidade.
Era um sítio pobre de pessoas humildes dando um grande valor aos estrangeiros principalmente a professores. Pela descrição do conto concluímos que estas pessoas oferecem o melhor que têm de comida aos visitantes mesmo que essa lhes possa fazer falta.

Conto: “Fénix e o pavão”


Descrição de uma ave chinesa, Fénix que os chineses adoptaram como ave da felicidade e sorte. As suas figuras apareciam em todo o lado: sapatos, pinturas, quadros, casas, para dar sorte.

Conto: “Mistério?”


A autora fala-nos de uma planta que comprou, de nome Jibóia. Era necessário mantê-la sempre húmida. Nota-se que a autora tem uma grande paixão por plantas, porque descreve ao pormenor a vida da Jibóia.

Conto: “ Bule de Chá”

Este conto descreve o que se passou com um imperador e um criado, numa disputa de um jogo de cartas. O Imperador não gostou de ter perdido nesse jogo, por isso atirou uma tampa de um bule raro que tinha prometido ao criado, caso ele ganhasse.
Esta é a razão pela qual está um bule raro sem tampa num Museu da China.

Conto: “O sonho de Sally”

Este conto fala sobre uma história de uma menina inglesa que tinha o diminutivo de Sally. Poucas vezes via os pais: a mãe estava doente e o pai andava ocupado com negócios importantes. A autora diz que viveu com ela em Inglaterra, por isso, descreve ao pormenor a vida da sua amiga e a sua casa. Diz ainda que a sua amiga tinha uma doença nas pernas. Passava o seu tempo a ver televisão que na altura ainda não existia em Portugal. Um dia a Sally contou-lhe um sonho: como poderia andar com as suas próprias pernas no paraíso sobre flores, árvores e tudo o que o existia na natureza.

Conto: “Formigas”

Este conto fala sobre Quissondes – formigas que viviam em Angola de cor preta e reluzente, muito perigosas porque comiam carne viva. Existiam também em África outras espécies. A autora fala ainda do aproveitamento que tinham estes seres na China para efeitos medicinais.
A autora concluiu como moral da história que: pessoas e animais, apesar da maldade, há sempre alguns que fazem o bem.

Conto: “O cão”

Este conto fala de uma menina que vivia na Mongólia, terra de onde não se vê o mar e só se vê as montanhas. A menina estava sempre perto dos rebanhos e cães pastores. Certo dia, na escola, a professora fala-lhe de cães pequenos que faziam habilidades. Esta menina, sempre a sonhar, cresceu e imigrou para a capital da China onde montou um circo de cães habilidosos.
O cão tem muita importância na Mongólia. São estes animais que dão os nomes aos reis guerreiros como por ex: Kublai–cão.

Conto: “O Amendoim”

Este conto fala da importância do amendoim. É uma mãe que fala ao filho o que se pode fazer com um pequeno alimento, para uma substância ainda maior.
A mãe fala também que o amendoim não é vaidoso e que devemos ser todos como o amendoim: simples por fora e grandes por dentro.

Conto: “Com as serpentes encantadas”

Este conto descreve a autora a falar dela própria. Ela relata que aos 4 anos de idade, os pais colocaram–na num colégio.Enquanto ela estava a brincar, ficando as mais velhas a estudar, a autora fala sobre uma menina chamada Rute que andava sempre com um cachecol ao pescoço que parecia uma serpente.

Conto: “Lua de Janeiro”

Lua de Janeiro passa–se no estrangeiro, no quarto da autora. Na sua opinião, as pessoas eram pouco simpáticas. A autora no seu quarto descreve o luar da noite.
O gosto de ficar sozinha a contemplar a noite não aceitando convites para outras coisas. A autora fala também do mês de Agosto e das ondas do mar e diz que vivia na casa da senhora Gry.

Fábulas

Todas as fábulas têm uma moral; na fábula “O ouriço cacheiro e o tigre” a moral é que nem sempre os mais fortes vencem.

Na fábula “ O morcego”, a moral é que sem respeito não há poder.

Na fábula “O peixe-dourado e o vaso de junquilho”, a moral da história é que fora do nosso meio podemos não ver a realidade.

Na fábula “Como as serpentes comem as rãs”, a moral da história é que quantas mais amáveis as palavras são menos significado têm.

Na fábula “A cauda do cão perto”, a moral da história é que a mentira é sempre descoberta.

Na fábula “Os dois bonecos de barro”, a moral da história é que a maldade de algumas pessoas, por vezes, volta-se contra si mesma.

Na fábula “O ninho de passarinho”, a moral da história é sem esforço não há recompensa.

Na fábula “O regato, o lago e o mar ”, a moral da história é que há males que vêm por bem.

Opinião sobre o livro: Eu achei que é um livro interessante, porque fala de algumas experiências da autora por outras paragens do mundo e partilha contos muito imaginativos. A passagem que achei mais mais interessante é quando no primeiro conto, a autora descreve a vida dos habitantes sobre as águas do rio e como se chamavam os barcos onde eles viviam.

  • Isa Fernandes, n.º15, 7.B
 
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Publicado por em 23 de Abril de 2008 em Uncategorized